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Aplaudido de pé por 8 minutos em Cannes, filme de Taylor Sheridan que vai dilacerar sua alma está prestes a se despedir da Netflix Divulgação / Wild Bunch Germany

Aplaudido de pé por 8 minutos em Cannes, filme de Taylor Sheridan que vai dilacerar sua alma está prestes a se despedir da Netflix

Entre as muitas histórias de crimes que buscam equilibrar tensão e profundidade emocional, poucos filmes conseguem alcançar o nível de “Terra Selvagem”. Escrito e dirigido por Taylor Sheridan, o longa impressiona não apenas pelo enredo envolvente, mas pela maneira como constrói um estudo poderoso sobre perda e resiliência, ancorado na gélida paisagem de Wyoming. O filme vai além do formato convencional do thriller ao investir em um olhar sensível sobre as feridas abertas de uma comunidade indígena, para quem a tragédia se tornou parte de um ciclo incessante de dor.

Devastador e de tirar o fôlego — obra-prima vencedora de 2 Oscars acaba de chegar na Netflix e vai abalar suas estruturas emocionais Divulgação / Amazon Studios

Devastador e de tirar o fôlego — obra-prima vencedora de 2 Oscars acaba de chegar na Netflix e vai abalar suas estruturas emocionais

Nem todo filme se propõe a aliviar as angústias do espectador ou oferecer um caminho de redenção. Alguns narram, sem concessões, a vastidão do sofrimento humano, recusando atalhos que suavizem sua intensidade. “Manchester à Beira-Mar”, dirigido por Kenneth Lonergan, entra nesse seleto grupo de dramas que não buscam catarse, mas a exposição nua e irrefutável da dor. Construído sobre silêncios, gestos contidos e uma devastação interna que se impõe sem alarde, o filme mergulha na complexidade emocional de um homem irreversivelmente marcado pela tragédia.

O filme que matou Philip Seymour Hoffman — e levou mais de 100 milhões de pessoas ao cinema — está na Netflix Murray Close / Lionsgate

O filme que matou Philip Seymour Hoffman — e levou mais de 100 milhões de pessoas ao cinema — está na Netflix

Na etapa final da jornada de Katniss Everdeen, a guerra deixa de ser metáfora e se concretiza em cada ruína de Panem. “A Esperança — O Final” transforma revolta em cálculo e resistência em espetáculo, mantendo a tensão do conflito moral mesmo quando o destino já parece selado. Entre silêncios estratégicos e escolhas duvidosas, a saga fecha o cerco em torno de sua heroína relutante, expondo as contradições de um sistema que lucra com a rebeldia.

Produzido por Ridley Scott e dirigido por Denis Villeneuve, ficção científica vencedora de 2 Oscars está na Netflix Divulgação / Sony Pictures

Produzido por Ridley Scott e dirigido por Denis Villeneuve, ficção científica vencedora de 2 Oscars está na Netflix

Poucos filmes desafiam convenções com a ousadia de “Blade Runner 2049”. A decisão de revisitar um clássico incontestável como “Blade Runner” já carregava riscos consideráveis, mas Denis Villeneuve e sua equipe não se limitaram a recriar a atmosfera do original: expandiram sua mitologia com ambição e profundidade. Em vez de apenas reverenciar a obra de Ridley Scott, essa continuação se impõe como um projeto autoral, estabelecendo um diálogo instigante com seu predecessor sem se prender a ele.

Remake de terror dos anos 1990, com Kiefer Sutherland, está na Netflix Divulgação / Columbia Pictures

Remake de terror dos anos 1990, com Kiefer Sutherland, está na Netflix

Refazer um clássico é sempre uma tarefa arriscada, especialmente quando a obra original deixou uma marca duradoura no imaginário coletivo. “Além da Morte” tenta revisitar a essência do longa de 1990, que explorava os limites entre a vida e a morte por meio de experimentos médicos conduzidos por jovens ambiciosos. No entanto, a nova versão tropeça ao transformar um conceito instigante em uma narrativa que, apesar de bem produzida, carece da profundidade necessária para sustentar sua premissa.