No que um tolo acredita
Enquanto me aborrecia com os derrapadas vocais do icônico cantor norte-americano, notei a presença de uma dupla que conversava do outro lado da rua, sob a cobertura metálica de um ponto de ônibus. Era um homem velho e um rapaz. Senti um imediato banzo de saudade. A aparência do velhote lembrava meu pai: magricelo, nariz adunco, estatura mediana, cabelos lisos e levemente grisalhos, camisa listrada de mangas longas, cuja extremidade inferior estava enfiada dentro da calça de gabardine, meias sociais pretas e o tênis multicolorido destoando de tudo.