Autor: Eberth Vêncio

Coisas que você vai pedir, mas Papai Noel não vai trazer

Coisas que você vai pedir, mas Papai Noel não vai trazer

Lamento empatar o seu amigo oculto, arranhar a lataria do espírito natalino que se apoderou da redoma planetária nos últimos dias, mas, existem certas coisas que você vai pedir ao Papai Noel e ele não vai trazer de jeito nenhum. Eu sei que já estou até ficando com fama de escritor maldito de tanto destilar as mazelas humanas nos meus textos, portanto, se você prefere sair para doar (se desfazer) a sua sacola de roupas velhas e puídas para os relegados de um asilo ou, ainda, se propõe a assistir da última fila, por questões de presbiopia e segurança, ao coral de facínoras desafinados da penitenciária local cantando o Jingle Bells, ao invés de ler esta crônica burlesco-natalina, fique à vontade.

Eu vou criar polêmicas porque hoje é sábado

Eu vou criar polêmicas porque hoje é sábado

Se chover, eu vou tomar um banho, porque hoje é sábado. Todos os dias, antes de sair e surtar, eu leio um poema do Vinícius. Poeta, meu poeta camarada, por que o ontem, o hoje e o amanhã não podem ser vividos como se sábado fossem? É apenas segunda-feira, e o mau humor é sorvido com torradas no desjejum silente, mesmo assim, eu já vejo nuvens em forma de bundas. Por que será que hoje tá com cara de sábado, querida?

Todo charme, simpatia e burrice da mulher brasileira

Todo charme, simpatia e burrice da mulher brasileira

Eu tô cansado de saber que os leitores, em sua maioria, não gostam nem um pouquinho de ler os meus textos, quando eles (os textos) são tristes ou violentos. Filme triste, novela violenta, ainda vá lá, mas, crônica-drama ninguém merece. Não tenho boas notícias, amigos. Esta crônica não somente é triste, mas, violenta também. Os olhos incomodados que se retirem. Sem ressentimentos, cambada. Para amenizar a agonia daqueles que continuarem comigo pelas linhas seguintes, hei de me esmerar no sarcasmo e na fina ironia, para não ser tão grosseiro quanto pareço desde o título.

Quando eu morrer toquem o Álbum Branco dos Beatles

Quando eu morrer toquem o Álbum Branco dos Beatles

O desconhecimento de um ser pelo outro é ainda mais aviltante nos dias de hoje, em que as pessoas não estão atentas ao que se diz, ao que se sente, fazendo com que muitas informações diárias relevantes se percam pelo caminho, na roda-viva das grandes cidades, na correria urbana desenfreada na qual o trabalho e a busca pela redenção financeira estão acima das relações humanas mais primárias como, por exemplo, tomar um pingado num copo americano sujo de batom, enquanto se observa a vida passar pelas calçadas.

Crises existenciais de origem duvidosa

Crises existenciais de origem duvidosa

Literatura, facebook, salão de beleza e mesa de bar não são divãs, eu sei, todo mundo já disse. Mas — ditas, escritas, pronunciadas com puro sentimento — as palavras jamais serão em vão, mesmo que elas, eventualmente, de tão ruins, se prestem a todo esquecimento. Ultimamente — peso da idade? — tenho enxergado a vida como se estivesse dentro de um tudo de ensaio (ela, a vida, no interior do observatório).