Final de semana, momento de descanso e de desocupar a mente… Não, espere! É totalmente possível ocupar a mente com coisas que valem a pena e irão revigorar seu estado de espírito e seu corpo. Um filme bom e edificante tem esse poder e a Revista Bula escolheu alguns do catálogo da Netflix. Entre os títulos selecionados, o documentário “Crip Camp: Revolução pela Inclusão”, que conta a inspiradora história de pessoas com deficiência que lutaram por seus direitos nos Estados Unidos na década de 1970; “Emicida: Amarelo — É Tudo Pra Ontem” retrata o ativismo preto no Brasil regado ao som do hip-hop de Emicida; e “Anima”, um filme extremamente artístico com a colaboração do músico Thom York. Os títulos estão organizados conforme o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Camp Jened foi um centro para jovens com deficiência que funcionou por cerca de um quarto de século em Catskill, Nova York. O documentário acompanha vários ex-alunos importantes, dando maior ênfase à Judy Heumann, que liderou a causa dos direitos das pessoas com deficiência na cidade de Nova York, nos anos 1970. Judy depois se tornou ainda mais pública durante a manifestação 504, de 1977, na qual dezenas de pessoas com deficiência exigiram direitos que garantissem equidade.

Com filmagens do concerto de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, gravado em 2019, o documentário também relata por meio de sequências animadas e filmagens antigas a história da escravidão no Brasil e suas consequências, o nascimento e a proliferação do samba, a chegada do hip-hop ao país e seu amadurecimento como força cultural. Emicida mescla essas histórias com seu próprio papel como artista contemporâneo e oferece um delineamento astuto de como, para as pessoas pretas no Brasil, a arte sempre se alinhou com o ativismo.

Um curta-metragem com 15 minutos de duração que não possui uma narrativa tradicional, Anima é dividido em três atos, cada um com uma música conduzindo uma parte da história. Os atos são intitulados “Not The News”, “Traffic”, e “Down Chorus”, com visuais oníricos e monocromáticos. O filme faz referências a Jung e embute críticas sociais e políticas em meio às coreografias e encenações musicais abstratas.

Quando Osamu Shibata e seu filho encontram a pequena Yuri, de cinco anos, nas ruas, com frio e morrendo de fome em uma noite de inverno, eles a levam para casa para alimentá-la. Osamu tem intenção de procurar por seus parentes e devolvê-la logo em seguida. Mas rapidamente a família se apega e Yuri se torna integrante da casa dos Shibata. A menina também vira companheira nas sessões de furtos diários em lojas.

Ron Stallworth é um policial afro-americano que nunca foi ligado a movimentos sociais. Em uma missão, ele consegue se infiltrar em uma filial da Ku Klux Klan com ajuda de um judeu, que se passa por ele e, eventualmente, se torna um líder no grupo. Por meio de seu infiltrado, consegue sabotar ataques e crimes motivados pelo ódio, promovidos pelos supremacistas contra negros americanos.

Cleo é uma jovem empregada doméstica que trabalha para uma família de classe média no bairro Colonia Roma, na Cidade do México, em meados de 1970. Enquanto Cleo se dedica incansavelmente ao serviço, o casal de patrões passa por uma crise no casamento. Cleo cuida dos quatro filhos da casa, enquanto equilibra sua própria vida romântica e suas ambições. Como pano de fundo, as tensões políticas experimentadas pelo país durante o período da chamada “guerra suja”.

Quando criança, a mãe de Howard Hughes o fazia repetir a palavra “quarentena” e o alertava que o mundo não era um lugar seguro por causa das doenças. Essa lição foi levada a sério pelo menino rico, que mais tarde se tornaria fóbico a germes, lavando as mãos compulsivamente várias vezes para evitar a contaminação. Aos 21 anos, Howard herda uma grande fortuna, mas em vez de simplesmente aproveitá-la, ele fica determinado a conquistar Hollywood, no final da década de 1920, ao dirigir o filme épico da Primeira Guerra Mundial, “Hell’s Angels”.

O solitário Joel finalmente encontra o amor ao conhecer Clementine, uma jovem problemática com medo de se apegar emocionalmente. Quando o relacionamento entre eles começa a ficar turbulento, Clementine decide contratar um serviço chamado “Lacuna”, que irá apagar as memórias que possuem Joel. Ao saber que Clementine realizou o procedimento, ele também contrata a empresa para apagá-la de sua mente.

Aos 32 anos, solteira e acima do peso, Bridget decide colocar sua vida em ordem. Para ajudá-la, ela compra um diário, onde tentará contabilizar os maços de cigarros fumados, as calorias consumidas e suas chances de um novo relacionamento amoroso. Enquanto está apaixonada pelo charmoso chefe com quem troca mensagens picantes, Daniel Cleaver, ela tenta resistir à atração implacável que sente por seu arrogante amigo de infância, Mark Darcy.

A animação segue Taeko em duas linhas do tempo diferentes. Em 1982, ela está com mais de 20 anos e trabalha em um escritório em Tóquio. Ela foge para o campo para uma pausa das demandas incessantes da vida urbana. Suas lembranças vívidas constantemente a levam para 1966, quando ela tem 10 anos e está lidando com os problemas universais da escola e da convivência familiar. Durante a estadia de Taeko no campo, suas memórias do passado em contraste com as experiências presentes a fazem refletir sobre a efemeridade da vida.