A maior história de amor do cinema recente chega sob demanda ao Prime Video: Ethan Hawke e Julie Delpy Divulgação / Warner Bros.

A maior história de amor do cinema recente chega sob demanda ao Prime Video: Ethan Hawke e Julie Delpy

Num encontro em tempo quase real, um homem e uma mulher se reencontram nove anos depois de uma paixão breve, caminhando por Paris enquanto negociam lembranças, arrependimentos e desejos que não cabem no roteiro oficial da vida adulta. O filme acompanha essa conversa em movimento contínuo, marcada pelo limite do horário de um voo, e transforma um passeio aparente em exame delicado de escolhas passadas e futuros possíveis que talvez já tenham passado, para ambos, de forma desigual e incômoda.

Silviano Santiago e a escrita da vida

Silviano Santiago e a escrita da vida

As biografias viraram um gênero de altíssimo sucesso de vendas e, ao mesmo tempo, de uma obviedade constrangedora. O que mais se vê são as narrativas de vencedores, homens exemplares. As trajetórias de quem começou do nada, superou dificuldades, venceu traumas, foi abusado na infância, sofreu maus-tratos e, no fim, alcançou alguma forma de redenção. Os enredos se repetem. Existe também o outro extremo: as biografias de figuras execráveis, escritas para recuperar o lado humano delas.

Ornella Vanoni e a voz que permaneceu

Ornella Vanoni e a voz que permaneceu

A notícia tardia da morte de Ornella Vanoni desperta uma memória íntima, construída entre discos antigos, vozes que atravessam gerações e revisitas que moldam afetos persistentes. Suas canções, especialmente as versões primeiras de “L’Appuntamento” e “Senza Fine”, retornam como ecos de um passado que insiste em permanecer. O relato pessoal encontra na música um território de continuidade, lembrando que algumas vozes seguem vivas mesmo quando silenciam. Em meio a recordações irredutíveis, suas interpretações reacendem afetos guardados no tempo que passa.

O filme mais lucrativo da história acaba de estrear na Netflix — e ele rendeu 4.000 vezes o que custou Divulgação / Artisan Entertainment

O filme mais lucrativo da história acaba de estrear na Netflix — e ele rendeu 4.000 vezes o que custou

A investigação de três jovens em uma mata remota ganhou dimensão inesperada ao combinar estética caseira, violência sugerida e narrativa fragmentada, marcando um ponto de virada no terror contemporâneo. O lançamento, apoiado por campanha digital pioneira, ampliou o debate sobre verossimilhança e custo de produção, impulsionando modelos independentes. Ao revisitar essa obra, interessa notar como suas escolhas formais redefiniram expectativas e influenciaram práticas de mercado ainda visíveis no cinema atual, diferentes contextos de exibição e recepção ao longo dos anos.

Eu escrevo porque escrever não me leva a nada

Eu escrevo porque escrever não me leva a nada

Naquela época, em meados dos anos 1970, a ditadura militar imperava no país e eu ainda não fazia a mínima ideia do que significasse uma vida adulta desvirtuada por sonhos adulterados. Só pensava em brincar, em ir à escola, em escrever historinhas pueris inspirado no acervo precioso de um Monteiro Lobato, com a barriga colada no chão frio que recendia a cera de embalagem econômica. A minha perspectiva de vida, portanto, era tão superficial, rasa e rasteira quanto as pegadas no piso vermelhão da casa de família de classe média em que fui criado.