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POR EM 15/06/2011 ÀS 10:14 PM

Você usa óculos? Eu às vezes uso Ritalina e Rivotril

publicado em

É um descolamento de si. Como uma experiência extra corpórea em que você se desprende do seu corpo e observa o mundo de uma distância estéril. Nem é distância na verdade, é de fora. As conversas não te interessam, as pessoas não te interessam e você sofre se obrigando a ter uma vida normal. Mesmo que dentro da sua cabeça exista uma sirene avisando que um tsunami está vindo, você teima e o volume da sirene vai crescendo até ficar ensurdecedor. E aí para.

Começa com uma sensação de inadequação, de incompetência ou inabilidade para lidar com as coisas que aparentemente as outras pessoas tiram de letra. Um incômodo, mas ainda não é nada de grave. E você fica distraído, e negligente. Começa a esquecer compromissos, portas destrancadas, gavetas abertas. Fica desastrado e começa a quebrar mais copos do que jamais quebrou. E esquece as senhas do Gmail que você usa faz anos, todos os dias.

Essas falhas vão minando o dia a dia. Depois vem a sensação de solidão, e a tristeza de não pertencer. Note que isso independe da paciência ou sensibilidade daqueles que te cercam. E você percebe a preocupação, ou irritação ou os transtornos que está causando mas não vê modo de sair disto. Passa a achar que é um traço da sua personalidade, não percebe que você não necessariamente seja assim, mas esteja assim.

Aí a sensibilidade vai ficando mais e mais aguçada, e conforme você se distancia da realidade, vai criando sua percepção pessoal e fragilizada de tudo, passa a interpretar o mundo de acordo com a sua óptica distorcida, e parece que tudo conspira contra você. E nada dá certo e ninguém te entende.

Uma vez dentro da espiral paranoica, o descolamento piora e você perde entre outras coisas a noção temporal. As horas se arrastam, ou escorrem pelos dedos numa velocidade que te deixa ainda mais isolado. Como se você estivesse caindo e ao mesmo tempo que a velocidade da queda faz o ar te sufocar, cada segundo de pensamento parece durar horas. E cada coisa que acontece desencadeia uma montanha de sentimentos. E você fica exausto. Tudo passa a ser uma batalha.

Outra questão temporal é que você perde a noção pontual do momento. Seu passado e seu futuro não existem mais, vira tudo um filme daqueles que você lembra que viu, mas não lembra exatamente quando ou como termina. Tudo que você tem nesse momento da doença, é a sensação de ser um balão solto numa tempestade tropical. Você sabe que não quer cair, mas que não tem mais muito tempo.

Quando eu tinha 22 anos eu fui diagnosticada com TAG — transtorno de ansiedade generalizada. Eu sei que parece algo inventado, mas não é.

Sabe quando você está vivendo um período de estresse? No trabalho ou na vida pessoal, e isso afeta seu sono, seu apetite, sua sensibilidade? E parece que seus instintos ficam aguçados e seu corpo pronto para briga? Como se você estivesse numa selva e visse um leão, seu corpo e sua mente te colocam num estado de atenção redobrado, e potencializa sua percepção. Então, eu estou assim faz 30 anos.

Uma das manifestações do tal TAG é a depressão. Descrevi como a minha depressão começa e evolui. Existe ainda no pacote fobia social, síndrome do pânico, insônia, compulsão por comida, compulsão por sexo, compulsão por álcool. Eu não tive todos esses sintomas, mas vivo com a possibilidade de um dia ter. Porque eu fui diagnosticada. Eu cogito a possibilidade de fraquejar, ou ter uma crise porque eu fui diagnosticada. Mais que uma fraqueza, eu considero uma libertação. Sair do quadradinho de pessoas que bradam: “comigo não”. Comigo tomara que não aconteça de novo, mas pode acontecer.

Tomei uma infinidade de remédios durante alguns anos. Para frear a espiral descendente, ou tirar o nariz da poça de merda em que a doença me enfiou. Invariavelmente, depois de algum tempo os sintomas voltavam, a dose era modificada até que o remédio parava de funcionar. Next! Um comprimido mágico atrás do outro, até eu aprender a perceber a coisa desandando antes de ficar insuportável e gritar por socorro antes de começar a cair.

Uma vez que essa dinâmica pré crise se estabeleceu, eu consegui encontrar estabilidade suficiente para parar com os remédios. É verdade que a insônia aparece de vez em quando, mas tenho autorização e remedinhos para domar a danada quando passa da terceira noite.

Me considero assim, uma doente mental estabilizada e em observação. Hoje eu conheço meus demônios, e vigio eles bem de perto. Convivemos em harmonia, e quando eles falam alto, eu grito mais alto e eles voltam pro cantinho deles.

Tenho visto ultimamente uma onda de opiniões equivocadas a respeito dos chamados tarja preta, de comentários babacas e antagônicos. O povo que acha lindo estar sendo medicado, e o povo que acha que é tudo falta de um tanque de roupa para lavar. Me desculpem mas se você se encaixa em um destes grupos, você é um idiota. Pior: um idiota que deveria ser, mas não está medicado. Ou mal é cuidado, que seja.

E se de fato todo mundo precisa de uma ajuda pontual para lidar com a vida e as pessoas? Muita coisa mudou, os remédios melhoraram e a vida passou a ter um ritmo humanamente insuportável. Não é fácil para ninguém, e toda ajuda é bem vinda. Ajuda, pontual e precisa. Drogas para tratar de um pé quebrado, não uma bengala para vida. A menos que seu caso seja realmente de bengala, aí compre uma bem bonita e use sem vergonha.

Sem alarde e sem coitadismo. Não é bonito ser do clube tarja preta, mas não é nada além ou aquém de ser humano. De ainda sentir e sofrer e reagir e chorar e brigar. Você usa óculos? Eu às vezes uso Ritalina e Rivotril. Tenho bronquite também, e uso Aerolin. A dificuldade é encontrar um médico que tenha competência e sensibilidade para te tratar, da forma que for melhor para você.

Eu sei o eterno nó no peito que eu tinha antes de encontrar um médico que entendesse o que eu tinha, e principalmente me ajudasse a compreender e viver com isso. Nó era no peito e não na garganta. Não chegava na garganta. O mal estar subia do estômago e parava no peito. E a voz não saía e as explicações não eram convincentes para mim ou para os que me cercavam. E eu não conseguia nem chorar mais.

A psiquiatria, que hoje é vista como indústria da depressão, salvou minha vida. Não que eu estivesse a beira da morte, mas me fez voltar a postar os dois pezinhos no chão.

Prazer, meu nome é Carolina e meu diagnóstico final é: sou humana. Tenho angústias, incertezas, inseguranças e uma montanha de emoções intensas. E eu posso cair. Tá no meu diagnóstico: eu posso fraquejar.

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Comentários (74)

  • Otimo texto.
    Descriçao perfeita.
    Sofro do mesmo

    2 meses atrás por Bruno
  • Obrigado.

    8 meses atrás por Felipe Mendes
  • Ah, sim. Esqueci de dizer, deve ter sido um inferno pra você ser diagnosticada aos 22. Eu tenho 22 agora, fui diagnosticada corretamente aos 16, e dopada por imbecis desde os 13... E havia quem me dissese que era falta de dar...

    8 meses atrás por Tanto Faz
  • Prazer. Tenho distimia e personalidade boderline, às vezes uso valium, às vezes uso mil outras combinações, às vezes também uso óculos, e sempre uso boa literatura. Por esse último, obrigado.

    8 meses atrás por Tanto Faz
  • Tô viciado em ritalina, amasso e cheiro-a! Tá pior que cocaína, prefiro ser um viciado do que entrar em depressão. Depressão é horrível.

    9 meses atrás por Carlos
  • Expor o frágil. Não é pedir piedade...

    11 meses atrás por Fernanda
  • Me indentifiquei muito com seu texto. Sofro de depressão, mas mesmo encontrando o médico e tomando os medicamentos, acho importante que a familia entenda e ajude no processo de melhora. A minha é o contrário...piora ou melhor tenta piorar! Me deram o estigma de Bipolar, louca e por aí vai. Coisa que não foi diagnosticado pelo médico, tenho apenas depressão...e o deplorável e ridiculo é uma irmã que usa isso contra minha pessoa, para que eu não evolua profissionalmente e não tenha sucesso... mas eu sigo em frente, eu uso óculos, tomo rivotril, tenho Deus que entende todo processo de nossa humanidade e vou seguindo em frente e conseguirei ter sucesso em meu trabalho!

    11 meses atrás por Adriana
  • Assim como todos, passo pela mesma situação e sei o quanto é difícil levantar da cama e encarar o mundo, cheguei num ponto que nem mesmo as paixões de antes me animam mais. Já tomei remédios por alguns meses e parei por conta própria,a mim não me fez bem, mas já cogito uma segunda tentativa.No meu caso, ainda não sofro de insônia,eu até durmo demais,acho que para não estar acordada tendo que suportar algo que mata lentamente. É isso, nunca me imaginei escrevendo tais intimidades assim, publicamente. Força pra nós! Abraço

    11 meses atrás por Isabella Vale
  • Perfeito. Pena que muita gente não entenda o problema e pense que é tudo uma grande "frescura".

    11 meses atrás por Edilene Ruth
  • Você falou por milhares ou milhões de pessoas (a depressão é de amplo espectro). Você falou dos verdadeiramente oprimidos, dos que sentem a síntese da palavra e o sentido físico da palavra opressão. Você falou de pessoas sensíveis, humanas, normais e vitimadas por um mundo opressor, materialista, consumista e inteiramente afastado do espírito e da verdadeira espiritualidade. Você falou de preconceitos idiotas e de mitos que acabaram (e acabam) com a vida de muitas pessoas. Você falou e, mais do que aqueles que partilham de seus pensamentos, tomara que sua mensagem consiga convencer a muitos que, além de depressivos, são terrivelmente inflexíveis à cura ou arrogantes demais para serem curados.
    Parabéns a você e a Revista Bula.

    11 meses atrás por Odilon Carlos
  • Eu não conseguiria descrever melhor o que sinto.

    11 meses atrás por Gustavo Lendimuth
  • Muito bom o seu texto Carolina. É muito difícil expressar em palavras uma sensação dessas que as vezes nem mesmo a gente entende. Achei maravilhoso a forma como você as descreveu e isso com certeza vai servir para as pessoas que possuem preconceitos em relação ao assunto entenderem melhor o que realmente ocorre e que nada disso é bonito ou "falta de coisas para fazer". Doenças psiquiátricas hoje em dia são tão comuns como uma gripe e isso deve ser levado em conta pois nada melhor do que receber um diagnóstico previamente e receber um tratamento adequado para melhorar a qualidade de vida da pessoa. Parabéns mais uma vez pelo seu artigo,
    Fernanda.

    11 meses atrás por Fernanda Bastianello
  • Carolina o seu texto é maravilhoso: a dor vivida na precisão da palavra sentida, como na música do Raimundo Sodré:
    "[...]A dor da gente é dor de menino acanhado
    Menino-bezerro pisado no curral do mundo a penar
    Que salta aos olhos igual a um gemido calado
    A sombra do mal-assombrado é a dor de nem poder chorar[...]. Parabéns à Carolina!

    11 meses atrás por Francisco Perna Filho
  • Queria agradecer os comentários carinhosos e dizer que muitos me emocionaram. Inclusive por ter reconhecido nomes de amigos e figuras ilustres.

    Quero deixar meu e-mail aqui e me colocar a disposição, não sou médica mas as vezes conversar com alguém que passou pelo que vcs estão passando ajuda.

    O email é carolinaminhafilha@gmail.com

    Beijos e abraços.

    11 meses atrás por Carolina Mendes
  • Muito prazer, Carolina, meu nome é Carmen.

    11 meses atrás por Carmen Fagundes
  • Caroline, gostaria que os políticos e profissionais de saúde lessem e relessem seu texto, e conseguissem fazer o governo entender que psiquiatra, hoje em dia, é utilidade pública, e deve ser disponibilizada também para a população de baixa renda, que nem consegue explicar o que sente, e sente tanto quanto nós... Obrigada por sua simplicidade!

    11 meses atrás por Patrícia Pinto
  • “A depressão é a imperfeição no amor. Para podermos amar, temos que ser criaturas capazes de se desesperar ante as perdas, e a depressão é o mecanismo desse desespero. Quando ela chega, degrada o eu da pessoa e finalmente eclipsa sua capacidade de dar ou receber afeição.” Assim Andrew Solomon, escritor americano, inicia o livro “O demônio do meio-dia”, um livro que revela numa linguagem literária, a tragicidade da vida de quem sofre de depressão. É um verdadeiro tratado contra o preconceito sobre a doença mental, que eu costumo indicar para minhas pacientes (sou ginecologista), na tentativa de sensibilizá-las a buscar ajuda com um bom psiquiatra. Por causa do preconceito, muitas pessoas não procuram auxílio ou o procuram com profissionais inadequados. São mal conduzidos, mal tratados e, com isso, tem a doença piorada. Muito interessante a analogia que vc. fez entre usar óculos e medicamentos de tarja preta, Carolina. Costumo dizer que ninguém orienta um diabético a fazer “pensamento positivo” ao invés de usar insulina para tratar sua doença. Isso só acontece com quem tem algum transtorno mental. Doença mental pode não ter cura, mas tem bom controle com medicação e medidas de várias ordens, semelhante ao Diabetes ou a hipertensão arterial. E depressão mata também, da mesma forma que essas duas doenças. Tarja preta existe em alguns medicamentos usados no tratamento do câncer e ninguém deixa de usá-los por isso. Também nunca vi hipertenso se sentindo “incompetente” ou com a sensação de ser “fraco” por ter que usar medicação. Seu texto ajuda a diminuir o preconceito e tirar a “nuvem preta” que paira sobre as doenças mentais. Parabéns!

    11 meses atrás por Margareth Giglio
  • Eu não fui corretamente diagnosticada, não sei direito o nome do meu demônio, mas sei que ele me causa depressão. As vezes ela me derruba, já me deixou nocauteada por quase uma década, mas eu aprendi a gritar também e a fluoxetina ajudou bastante. Não sou boa em descrever meus sentimentos porque não gosto de passar esse coitadismo que vc falou. Ainda nào encontrei um médico que consiga arrancar as informações de mim e me dê o diagnóstico certo. Acredito que é preciso sincronia e confianca pra que isso. Sigo buscando, caindo e levantando mas sem me entregar, mas devo confessar que jé tentei, mais de uma vez descer dessa loucura toda como quem desce de um onibus e ao contrário do que dizem me faltou foi é coragem (nossa acho que eu nunca verbalizei isso antes assim). Tem uma hora que até as lágrimas acabam. Parabéns pelo texto, inspirador.

    11 meses atrás por Daniela
  • "Hoje eu conheço meus demônios, e vigio eles bem de perto. Convivemos em harmonia, e quando eles falam alto, eu grito mais alto e eles voltam pro cantinho deles." Parabéns por conseguir pôr em palavras todas as fases desses transtornos psiquiátricos. Tenho síndrome do pânico mas, como você, hoje eu sei mandar ele CALAR A BOCA e raramente perco o controle. Texto excelente e humano, demasiado humano. Fiquei com vontade de ser sua amiga... hahah! Beijo!

    11 meses atrás por Marcella
  • Carolina muito prazer, meu nome é Jackie.

    11 meses atrás por Jackie
  • Olá!
    Não existem palavras que podem descrever o que é você sofrer sozinho e muitas vezes se questionar se tudo isso não faz parte só da sua imaginação ou da sua incapacidade para ser feliz. É quando encontramos pessoas que passam por situações iguais que nos damos conta de como tudo isso é grande. Fui diagnosticada com TAG e sou DDA.Não tomo remédios pois consigo manter meu equilíbrio (quase sempre), fazendo o que eu amo e reconhecendo que sou um ser errante. Mas sei que nem todos têm esta 'sorte'. Ótimo texto!. Parabéns.

    11 meses atrás por Fernanda
  • 30 anos é tempo o suficiente prá entender onde, como e até onde as próprias dores te levarão. Grato pela lição.

    11 meses atrás por Fernando Szklarowsky
  • Carolina, parabéns por sua autenticidade. Percebi em seu texto um desejo incontido de ajudar outras pessoas, de amar o outro nas suas angústias. A ignorância é, sem dúvida, a pior doença. É lamentável que, mesmo após a revolução pela qual a psiquiatria e os fármacos vêm passando, desde os anos 90, ainda exista tanta gente que desconhece, mesmo que superficialmente, o que um desarranjo neuroquímico pode gerar. O preconceito contra quem sofre transtornos psíquicos persiste, assim como multiplica-se incansavelmente o número de burros falantes. Ter um transtorno não é sinônimo de inteligência, mas a incompreensão é sempre uma estupidez imperdoável. Não sou médico, mas já li e observei o suficiente para entender que, se alguém quebra a perna, é rapidamente encaminhado a um pronto-socorro. Mas, quando a dor é invisível, na alma, no cérebro, aí é frescura, viadagem e tantas outras cusparadas que a ignorância pode disparar. O avanço das neurociências é notável, mas, Carolina, a ciência, no seu caminhar cronicamente inflexível (e é assim que deve ser, pois, do contrário, não seria ciência), debocha do subjetivo, da psiqué. A ciência, quase sempre caolha, ainda não sabe o que é a mente. O que existem são teses, como a de que a mente - ou alma - é a energia do que comemos. Não creio que o homem se reduza a isso, mas deixemos o tema de lado. O mais importante, Carolina, é a sua humildade diante do sofrimento. É a sua consciência de que você não está sozinha nessa jornada. É a certeza de que você cresceu frente aos obstáculos do TAG. Só receio que, ao se expor com tanta franqueza, você seja alvo dos atrasados que relutam em ver a vida e suas nuances onde ela realmente está: na consciência.

    11 meses atrás por Edmar Oliveira
  • Meu olho encheu d'água. Pela primeira vez consegui ver uma descrição de tudo que sinto e nunca consigo externalizar muito bem. E aquele nó no peito foi aumentando a cada linha, porque estou em tratamento (depois de largar por dois anos e quase surtar) e parece que só ando mascarando o que ainda não parece estar controlado. Eu uso medicação e acho que sou minoria ao dizer que desde que fui diagnosticada com depressão, tenho vergonha disso, não curto essa vibe de festejar ou condenar remédios, mas não aceito tudo isso muito bem(e daí a dificuldade em me manter em tratamento), exatamente pq tem gente que acha que é falta de preocupação na vida e etc. Enfim, sempre bons textos e este em especial me 'abalou' muito. Obrigada e mals aê o desabafo. Foi só pra dizer que o texto tá foda.

    11 meses atrás por Tthatii
  • Conheço outra Carolina que, creio, gostará muito de ler seu artigo. Muitíssimo bem apresentado o seu transtorno.

    11 meses atrás por anunciação
  • Ótimo texto, de ponta a ponta. Um trecho, contudo, chamou mais minha atenção: "O povo que acha lindo estar sendo medicado, e o povo que acha que é tudo falta de um tanque de roupa para lavar. Me desculpem mas se você se encaixa em um destes grupos, você é um idiota." Essa necessidade de dualismo, onde tudo é 8 ou 80, bom ou mau, bem ou mal é pior do que qualquer diagnóstico. Pura falta de informação e capacidade de enxergar a vida como ela é, ou seja, cheia de nuances. Dessa ignorância nasce o preconceito, muitas vezes mais difícil para o paciente lidar do que a enfermidade em si. Quem tem um problema de saúde crônico sabe disso.

    11 meses atrás por Ale Rocha
  • Poucas vezes respeitei e me identifiquei tanto, por n razões, com D. Calorina, minha filha. Me comoveu.

    11 meses atrás por Cristiane
  • Sério, tô emocionada com os comentários de vcs.

    Obrigada.

    11 meses atrás por Carolina Mendes
  • Uma palavra pra voce carolina: Obrigado.

    11 meses atrás por Mateus Teixeira Marré
  • Também tenho TAG, SP e depressão. Também já tomei de tudo que é remédio e faz uns 10 anos que tomo paroxetina. Agora, faz nem cócegas, mas não to mais a fim de aumentar, diminuir dose, mudar de remédio, dá uma certa canseira. Minha cabeça anda a mil por hora, meu corpo não acompanha. Apesar de ser ruim em alguns quesitos, essa "característica" me faz ser produtiva, autodidata e ainda me relacionar bem com pessoas que me fazem bem. Porque o resto não me interessa. Enfim, eu não considero mais uma patologia, acho até que isso não é nem um aspecto de criação ou de abandono ou sei lá mais o que que freud explica. Eu creio que realmente nasci assim, lembro de sensações ansiosas e deprês (aquelas que fogem do "normal") desde muito pequena. Mas tenho horror a ser obrigada a participar de coisas que eu detesto, que me deixam ansiosa e que não me acrescentam nada. é uma luta diária. meu cérebro parece que trabalha em outra frequência... Não me sinto coitada não, de fato sinto pena dos outros, eheheeh. Ótimo texto, pra variar.

    11 meses atrás por @cristineic
  • Porra, Carolina, me fez arrepiar...

    11 meses atrás por Camila
  • Me senti menos sozinha quando li teu texto...

    11 meses atrás por Fernanda Serpa
  • Lindo, lindo, lindo!!!!
    Meu nome é Luciana e sou fã de pessoas q conhecem e reconhecem q são humanas.


    11 meses atrás por Lú Secco
  • Carolina, estou impressionada com a precisão que você descreveu a doença! Também tenho TAG, depressão e pânico e vivo há três anos a base de tarja preta e hoje vivo muito melhor, aprecio as pessoas, as coisas e a vida! Sem a tarja preta (e terapia) ainda estaria com nariz na merda! Obrigada por esclarecer para tantas pessoas um pouquinho do que nós passamos no dia a dia! Abraços

    11 meses atrás por Marcela
  • O melhor texto sobre depressão! Parece que estou lendo um relato sobre o que acontece comigo. Cada palavra nesse texto se encaixa exatamente com o que eu vivo desde os 17 anos, e que até hoje aos 30, eu não sei descrever. Muitas vezes eu finjo que nada acontece por causa do preconceito que toda pessoa que tem depressão sofre. Tolice minha, eu sei... Mas é isso!

    11 meses atrás por Aline
  • Minha orientadora é uma acadêmica brilhante e foi a primeira pessoa a me falar abertamente sobre o uso de remédios. Ela me disse ser medicada há 15 anos e que, muitas vezes parou e viu tudo ruir. Quando você a conhece nem imagina, pois é uma pessoa que não corresponde ao estereótipo da 'depressão', de tímida, observadora, soturna, etc... Mas depois pode-se observar como ela conseguiu reverter esta sensibilidade exacerbada pra uma carreira incrível na filosofia e nas letras. Você também tem esse dom né?

    11 meses atrás por soraia silva
  • ótimo texto, carolina. me identifiquei, é claro. bj.

    11 meses atrás por kelly marciano
  • Parabéns por expressar tão bem o que sinto e sempre tentei explicar! Obrigada!

    11 meses atrás por Larisse
  • Eu uso óculos, já tomei tarja preta, parei, surtei. Voltei a tomar, enganei psicólogo e psiquiatra e parei de tomar aos poucos, me preparando pra aguentar o tranco. Há 2 anos não tomo nada. Mas o caos me espia o dia todo. Os profissionais que citei não me ajudaram. Me espremeram mais contra mim. Ainda não encontrei alguém que pudesse fazer um diagnóstico verdadeiro e que me ajudasse. Possivelmente tenho DDA. Ou isso ao menos explicaria toda essa minha inadequação. Sofro. Mas acho difícil encontrar um profissional que me ajude e que os planos de saúde descompliquem as buRRocracias para que eu possa tentar me tratar.
    Boa sorte para nós!

    11 meses atrás por Cris
  • Texto cru e surpreendente. Sofro de transtorno de ansiedade. As coisas acontecem intensamente dentro da minha cabeça e 'desligar o pensamento' é uma tarefa árdua, que eu falho constantemente. Tomo inúmeros remédios pra dormir e alguns pra me manter num nível aceitável de sociabilidade. Vivo assim, uma dia após o outro. Faço merda, reconheço algumas, peço desculpas e vou levando a vida, um dia após outro.

    Sou, sem orgulho, desse time tarja preta. Não guardo mais a ilusão de um dia parecer normal.



    11 meses atrás por Hugo Guimarães Drodowski
  • Adorei cada linha, e realmente so sabe o que é tudo isso quando sente e o principal: aceita!
    Demorei pra aceitar e hoje estou melhor, mas nao tenho a facilidade de me expor como você, e por isso mesmo admiro e agradeco pela coragem!


    11 meses atrás por Bruna
  • Parabens pelo texto e obrigada!


    11 meses atrás por raquel
  • Humanos. Coisa estranha, muitas vezes, né? Já estive do lado que julga e senti vergonha do que eu era de ler texto tão bem escrito, ideias tão claras. Excelente, Carolina. Mais um motivo do Twitter ser útil. Não fosse ele (Rob Gordon indicou o link), não chegaria aqui. Muito precisa, muito direta. Soltei um puta que pariu no final, só pra constar.

    11 meses atrás por Fagner Franco
  • Carolina, minha filha, que lindo.

    11 meses atrás por Tairine Albuquerque
  • Parabéns, Carolina. Acompanho vc no twitter e em alguns blogs. Vc pega os limões e faz uma musse. Beijão.

    11 meses atrás por Marinaide Mancebo
  • "Obrigada por me descrever. A vida inteira, leia-se 39 anos, sem remédio me equilibrando na ponta de uma agulha." (via Patricia Daltro)

    Não acho que precise de remédios, mas uma motivação que justifique minha existencia - filhos, marido, um gatinho de estimação, e por aí vai.

    Não quero remédios, quero justificar-me aqui nesse planeta; a vidanão pode ser só isso, não pode!

    11 meses atrás por santiago
  • Tenho acompanhado seus posts... temos a mesma paixão pela escrita e mais algo em comum... tambem passei pela mesma flutuação que vc. Não sabia o que tinha de errado em mim, no mundo e nas pessoas... tambem tive muitos e muitos nós no peito que para mim, eram o retrato da morte... taquicardia, cansaço, isolamento... demorei a procurar ajuda o que só agravou o quadro. Achava que ninguem poderia entender meus problemas melhor que eu... grande erro! Hj tb faço uso dos tarja preta, ainda diariamente. Tb considero uns babacas quem acha bacana postar/alardear para todo mundo o uso desses medicamentos quase como se fosse um trofeu 'olha que bacana, tomo antidepressivo!". Quero me ver livre logo deste coquetel.. la se vai um ano... mas, enqto essa for minha bengala para viver melhor, que ela seja bonita e me faça andar longe! Bjos

    11 meses atrás por Carolina
  • Obrigado.

    11 meses atrás por Lucca M.
  • Carolina ... cada dia mais eu admiro sua pessoa. Pelo menos a parte que eu conheço.

    Congrats!

    11 meses atrás por Fabio Purtugueis
  • Parabéns pela coragem de se expor! Não conheço os efeitos dos remédios tarja preta, mas tenho acompanhado uma pessoa que está com um diagnóstico semelhante ao seu. O tratamento que ela optou foi acupuntura, homeopatia e exercícios mentais não induzidos. O resultado está sendo extraordinário!
    Muito sucesso! Um abraço.



    11 meses atrás por Matheus
  • Olá Carolina,

    Curti mesmo o texto. Me vi em várias situações aqui descritas e compartilhadas de forma tão sutil.
    Nunca tive uma vida "normal". Sempre estive rodeado de ótimas pessoas, porém sentido-me invariavelmente só. Dormir nunca foi o meu forte, mas ansiedade sim. Há algum tempo fui diagnosticado com depressão e outros problemas originados por ela. Rivotril? Pois é... estava na receita, mas nunca utilizei pois foi neste momento em que decidi mudar meus hábitos e buscar novas experiências que me fizessem enxergar a vida por um novo ângulo. Até já escrevi um pouco sobre isto: http://choc.la/1qs

    Não estou curado, mas, assim como você, "Hoje eu conheço meus demônios, e vigio eles bem de perto. Convivemos em harmonia, e quando eles falam alto, eu grito mais alto e eles voltam pro cantinho deles."

    Parabéns!

    11 meses atrás por @Murilo__Lima
  • Talvez se mais pessoas escrevessem sobre o tema tão bem como você o fez a coisa mudasse um pouco.
    Passei pelo problema com uma amiga muito próxima e que infelizmente até hoje não conseguiu perceber que ajuda profissional e medicação fazem a diferença.

    Parabéns!!


    11 meses atrás por @LuMetal
  • Também tenho um problema difícil de diagnosticar. Um que só dói quando eu existo. Torço por ti. De verdade. Bjs!

    11 meses atrás por Irmão do Du
  • Queria agradecer os comentários e dizer que eu entendo mesmo todos os relatos que eu leio aqui, e que estou recebendo no meu e-mail. Mas queria esclarecer, pra quem está elogiando minha coragem em me expor que tudo que eu escrevo é igual parte de mim. Que desta vez a dificuldade foi maior por eu ter me imposto uma preocupação com meus coleguinhas de humanidade. Porque no fundo é só isso que a gente tem: humanidade. Não elogiem minha coragem de me expor, única coragem que deve ser elogiada é a que eu precisei ter quando fui buscar ajuda, e continuei buscando, e mudando de médico e de tratamento até me reconhecer. Pra isso é preciso coragem. Falar respeito é na verdade tão libertador que é quase egoísmo. Tem uma porção de gente querida por aqui: amigos, leitores de outros lugares, gente do twitter. Amo vcs, cada qual a sua maneira. Obrigada pelas palavras gentis e por confiarem em mim. De encher os olhos de lágrimas.

    11 meses atrás por Carolina Mendes
  • Corajosa e precisa. Muito bem, Carolina.

    11 meses atrás por Gabriel
  • É, Carol. Parece que quem escreveu este texto foi eu. Você descreveu tudo pelo que eu passei/passo, desde o começo até encontrar alguém que realmente entendesse e me fizesse perceber que é possível ser "normal". É uma pena tanta gente que julga sem conhecer. Sorte daqueles que estão sempre felizes (ou, pelo menos, conformados) com a vida. Pra gente, que não tem essa dádiva sempre, é muito mais difícil. E quando acontece, damos muito mais valor.


    11 meses atrás por Jess Block
  • Bravo!

    11 meses atrás por Rafael Mantesso
  • Bom eu não uso óculos, não tomo tarja preta. Por enquanto vou sobrevivendo, se um dia precisar com certeza enfrentarei os leões de frente e sem problemas.
    Perfeito seu texto Carolina!!! abs

    11 meses atrás por Adriana
  • O que mais gostei foi do diagnóstico final: "sou humana...". No sumo, é isso ou, como diria o outro, "cada um com seus cada qual". Ainda bem que você encontrou sua própria compreensão e medicação!

    11 meses atrás por Defalchi
  • Adorei o texto e "los cojones" para expor um tema que ainda é delicado. Parabéns

    11 meses atrás por Cynthia
  • Carolina parabéns por mais um ótimo texto e, também, pela coragem de compartilhar algo tão íntimo que, certamente, ajudará muitas pessoas a procurarem ajuda especializada e a saberem que também são pessoas e que estão sujeitas a passarem por essa e por várias outras experiências e quer saber? Isto é o que nos qualifica como humanos... A grandiosidade está em saber o quão humana se é ao lidar com essas experiências. Como você diz, isso te permitiu conhecer seus demônios e desde então você os vigia de perto. Pode ser uma atitude "Poliana" minha, mas isso te ajudou a chegar aqui. Não se apegue ao conceito de que foi diagnosticada e que você tem uma fraqueza, o diagnóstico é apenas um ponteiro usado na bússola, precisamos conhecê-lo para saber quando/como tratar e o que se pode esperar. Ao invés de fraqueza, comece a pensar que você possui uma vulnerabilidade maior de desenvolver comorbidades que estão associadas ao transtorno em questão. Não há fraqueza nenhuma, caso houvesse não estaríamos aqui em mais este espaço lendo um belo texto seu. Aliás, parabéns também a Revista Bula por tratar de um tema tão delicado como este, de forma tão leve.


    11 meses atrás por Georgea
  • Lindo, verdadeiro, sincero, preciso e humano. Parabéns, Carolina!

    11 meses atrás por Francisco Del Rio
  • Eu quase nunca comento sobre os textos que leio. Nesse não teve como. Sofro de depressão, qdo era mais novo cheguei a ser medicado com "Pondera". O tempo passou, naquele tempo a tal "depressão" foi relacionada a uma garota e como toda dor de "amor" passa, segui em frente, parei com o remedio e voltei a ser um menino feliz. Ledo engano...Veio outra garota, que depois se foi, e os sintomas continuavam. Vieram decepções no campo do trabalho, da vida pessoal, e os sintomas continuavam. Hoje tenho total noção que sofro uma doença e que a luta contra ela é diaria, incessante. A diferença é que até hoje eu achava que conseguiria superar a doença sozinho, sem remedios, sem ajudas, na marra. Os sintomas até sumiam as vezes, mas no final sempre voltavam. Até hoje, pq ao ler esse texto tenho total certeza de que era um pensamento utopico. Nunca expus meu problema assim, hoje tudo mudou. Thanks Carol

    11 meses atrás por Gustavo Casemiro de Abreu
  • Parabéns, Carolina! Destes a honra de ler um dos mais humanos textos...


    11 meses atrás por Lu Lima
  • "É um descolamento de si. Como uma experiência extra corpórea em que você se desprende do seu corpo e observa o mundo de uma distância estéril. Nem é distância na verdade, é de fora. As conversas não te interessam, as pessoas não te interessam e você sofre se obrigando a ter uma vida normal. Mesmo que dentro da sua cabeça exista uma sirene avisando que um tsunami está vindo, você teima e o volume da sirene vai crescendo até ficar ensurdecedor. E aí para." --------->>>> Esse seu eu. A minha pior/melhor parte. Minha única parte.

    11 meses atrás por Ricardo Silva
  • Carolina, amei o seu texto. Tbm tomo remédios para ter uma vida "normal" (mesmo que sempre à beira de uma nova recaída), não tenho vergonha e, se essa maneira for a única de me manter com os pés no chão, vambora, sem covardia de assumir, enfrentar e tratar as nossas fraquezas!
    Amei esse texto, mas sempre leio e adoro todos os outros.
    Bjs

    11 meses atrás por Fernanda
  • Carolina, parabéns pelo texto, me identifiquei muito e te agradeço por dividir suas experiências e sentimentos, muito obrigado, vc nao faz ideia como me ajudou e a todos q te acompanham aqui e no twitter!

    11 meses atrás por @helder_rp
  • Faz dois dias que comecei a tomar remédios (fluoxetina e topiramato). E faz só alguns meses que decidi tentar esse tipo de ajuda, mesmo ouvindo todo tipo de comentários contra a medicação. Não acho bonito.. sei que sou uma pessoa "damaged" e quando tomei os primeiros comprimidos ainda senti que poderia estar fazendo algo sem volta, quase como uma amputação. Não entendo qual o valor que dou para a minha dor, mas chegou a hora, e eu decidi..

    11 meses atrás por Aline
  • Nunca julguei quem toma esses tarjas pretas, sempre tive consciência de que havia viciados e havia pessoas que realmente precisavam deles, minha vó era esquizofrênica e não podia viver sem esses medicamentos, mas depois de me formar em farmácia fiquei com receio, nunca tomei, assim como não tomo paracetamol, mas sei que um dia poderei precisar de um psicotrópicozinho.

    11 meses atrás por renata pereira
  • Acho que este é um dos maiores textos que já li da Carol (em todos os blogs possíveis) mas não maior apenas na contagem de caracteres. Ele é talvez o mais sincero, amplo e passional relato que ela já fez de sua prórpia vida. E quem a segue pelas redes sociais sabe que isso não é pouco....

    Mais uma vez só o que posso fazer é lhe dar os parabéns, não por estar se controlando sozinha (isso você já tira de letra) mas por conseguir colocar tanta emoção nessa sequencia de zeros e uns que o mundo atual se tornou. aplaudo, de pé, sua sinceridade e habilidade em percorrer esses corredores cheios de letras.....

    11 meses atrás por @Lufe_Salgado
  • Admirável são as pessoas que tem a coragem de se admitir fraca. Parabéns mais uma vez Carolina, você é humana, e conhece os abismos a que estamos todos sujeitos!

    11 meses atrás por Carllota Silva
  • Identifiquei-me com seu texto. Também demorei a perceber que a depressão me acompanhava desde adolescente. Hoje tomo os meus bons "tarja preta". Estou bem melhor. Parabéns pela ousadia sincera.

    11 meses atrás por Sivoneide
  • Obrigada por me descrever. Sete anos sem remédio me equilibrando na ponta de uma agulha.

    11 meses atrás por Patricia Daltro
  • Nunca tive nada contra medicação, mas também nunca procurei ajuda, me considerava geneticamente estabanada e só. Mas ai eu comecei a ter mais e mais compromissos e deveres e comecei a ser um erro social. Paramos por ai. Neurologista sim, psicólogo sim. Tomo Ritalina e Fluoxetina desde o início do ano e me sinto mais humana, e não mais a estranha fora de esquadro que eu via ao olhar no espelho, absolutamente consciente das minhas limitações e do tratamento que elas devem ter. Muito bom você escrever sobre o que acontece com você. Eu uso óculos, tomo Ritalina e me sinto muito feliz.


    11 meses atrás por Ingrid Scudeler


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