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POR EM 02/09/2010 ÀS 07:42 AM

Hoje | Pio Vargas: Poesia Completa

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POR EM 30/08/2010 ÀS 09:55 PM

A vingança de Moby Dick

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No Coração do MarPublicado em 1851, “Moby Dick”, de Herman Melville, é um clássico. O romance é produto da imaginação do escritor americano — discípulo que rivaliza com Shakespeare — e, ao mesmo tempo, baseado em fatos reais. Muitos leitores certamente avaliam que o espírito vingativo de Moby Dick, um cachalote gigantesco, é uma invenção literária de Melville. A baleia do livro parece ter sentimentos, como a capacidade de ser vingativa, de perseguir o seu perseguidor, o obcecado capitão Ahab, que parece mais selvagem do que seu oponente marítimo. A história é baseada num acontecimento real, de 1820, que, sem a cobertura da recriação poderosa da literatura, teria se tornado um rodapé na história náutica. Baleias atacam barcos de curiosos que aparentemente as agridem, talvez pela proximidade excessiva e ameaçadora. Na edição de 22 de julho do jornal espanhol “El País”, Lali Cambra relatou, na matéria “O ataque da baleia”, como um mamífero de 40 toneladas atingiu e destruiu parcialmente o barco Intrepid, na costa atlântica da Cidade do Cabo.

O jornal publicou duas fotografias, da Agência EFE (o nome do fotógrafo não é mencionado), impressionantes. A primeira exibe a baleia jogando-se sobre o Intrepid. A segunda mostra o barco de 10 metros destroçado. A reportagem afirma que é “inusual” baleias se jogarem em cima de barcos. Autoridades marítimas sul-africanas concluíram que a baleia pode ter sido “acossada e perseguida” por pessoas que ocupavam pelo menos dois barcos — um deles o que quase foi afundado. Paloma Werner e Ralph Mothes, proprietários do barco, contaram que, assim que avistaram a baleia, desligaram o motor. O casal observou-a por cerca de uma hora, a uma distância de 120 metros. Eles “asseguram que a baleia, sem que fizessem qualquer coisa, aproximou-se e jogou-se em cima da embarcação”. Nenhum deles se machucou.


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POR EM 12/08/2010 ÀS 05:37 PM

Uma história cruenta da imprensa brasileira

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José Carlos Bardawil tenta demolir o mito de Midas de Mino Carta, ataca os jornalistas-assessores e aponta as razões do fracasso inicial da revista "Veja" e do fracasso total do "Jornal da República" 

O Repórter e o PoderLivro de jornalista sobre jornalismo e jornalistas invariavelmente é desinteressante. Ficamos sabendo, em geral, da parte rósea da profissão, que estimula tantos garotos a prestarem vestibular para o curso de Jornalismo. Nas obras cor-de-rosa, os jornalistas contam que falaram com as eminências de seu tempo, contam maravilhas sobre suas viagens e, para atrair mais leitores, uma pitada de sexo é inescapável. Experiências próprias e de gente famosa. Não é o ocorre com o livro “O Repórter e o Poder” (Editora Alegro, 271 páginas), as memórias de José Carlos Bardawil. Trata-se, na verdade, de uma longa entrevista, não muito bem editada (e com vários erros), feita por Luciano Suassuna (diretor de Jornalismo do portal iG). O livro não tem nada de chato e pode ser lido de uma sentada. Conta uma história, digamos, quase cruenta de parte da imprensa brasileira. Bardawil morreu ainda novo, aos 54 anos, vítima de câncer. Suas memórias têm um tom de mágoa, de ajuste de contas. Percebe-se, também, que o jornalista transforma fatos irrelevantes em fatos decisivos. Como obra de maledicências, não deixa de ser muito interessante, lembrando, quem sabe, Humberto de Campos. 

O Brasil, talvez até o mundo — para José Carlos Bardawil —, devia ser bardowilcêntrico. O jornalismo político dependia dele, ou deveria depender. Bardawil teve, em toda a sua vida de profissional, duas obsessões: ser chefe de uma redação e ser o melhor jornalista político do país. Conseguiu, na sua opinião. E aqui reside uma falha do livro: seu organizador, Luciano Suassuna, não faz sequer uma introdução ou posfácio para nuançar as opiniões do jornalista. No posfácio, escrito pelo senador e escritor José Sarney, uma informação é  corrigida, ou pelo menos se apresenta outra versão, plausível até. Sarney nega que tenha sido lobista, ao lado do ex-governador paulista Abreu Sodré, em São Paulo. “Nunca tivemos escritório nenhum”, garante Sarney. Inimigo de Vitorino Freire, Sarney passou pelo crivo de sua língua faca só lâmina. “Era a política do vale-tudo. A tal fórmula da República Velha: ‘Se teu inimigo não tem rabo de palha, ponha um de fogo’”, acrescenta Sarney. A “denúncia” foi passada a Bardawil por Petrônio Portela, uma das figuras mais interessantes (e quase nada analisadas) da República civil-militar nos governos de Geisel-Figueiredo.  


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POR EM 07/08/2010 ÀS 02:59 PM

Tony Judt desanca Eric Hobsbawm

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O Século XX Esquecido — Lugares e MemóriasO humor inglês às vezes é tão refinado que não parece humor. Os historiadores ingleses, quando decidem surrar um “companheiro”, o fazem com a elegância de alguns humoristas. Parece que estão elogiando, quando, na verdade, estão demolindo. Porque falta, pelo menos entre os melhores intelectuais, o achincalhe (o linchamento). Não se usa a palavra “néscio” para arrolar os equívocos de um pesquisador. Mostram, detalhadamente, os supostos equívocos. 

“Eric Hobsbawm e o romance do comunismo” é uma resenha-ensaio de 13 páginas publicada no excelente “O Século XX Esquecido — Lugares e Memórias” (Edições 70, 462 páginas, tradução de Marcelo Felix), do historiador inglês Tony Judt. Trata-se de uma crítica elegante, polêmica, cáustica e contundente.
 
Judt começa elogiando: “Hobsbawm é o historiador mais conhecido do mundo” e “escreve melhor” do que seus pares. “É um mestre da prosa inglês. Escreve história inteligível para um público que sabe ler. As primeiras páginas de sua autobiografia ["Tempos Interessantes”, 472 páginas, Companhia das Letras] são talvez as mais belas que Hobsbawm escreveu.” O livro “Tempos Interessantes” foi resenhado de forma laudatória no Brasil. Por isso o texto de Judt é uma lição de crítica e, mesmo, coragem, porque está criticando um ícone, e com certa aspereza, apesar do respeito. “Falta alguma coisa. Hobsbawm não era só um comunista. Ele ‘continuou’ comunista durante sessenta anos. Não demonstra qualquer arrependimento. Ele insiste desassombrado que ‘o sonho da Revolução de Outubro ainda está algures dentro de mim’.” Judt não diz, nem precisa, que Hobsbawm é um dinossauro, ou pior do que um dinossauro, porque, embora fossilizado, é brilhante.
 

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POR EM 25/07/2010 ÀS 10:07 AM

Ciclo de Albany: a verve e o entusiasmo de William Kennedy

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William KennedyCapital do estado de Nova Iorque, com cerca de cem mil habitantes, a pequena Albany é também o cenário principal de uma série de livros escritos por William Kennedy. O autor de “Ironweed”, prêmio Pulitzer de literatura em 1984, vem ao Brasil em agosto para participar da Feira Literária Internacional de Paraty.
           
Como jornalista, Kennedy fez importantes trabalhos investigativos em sua cidade, principalmente na cobertura política. O trabalho na imprensa o levou a Porto Rico, onde se tornou amigo de Saul Bellow, um dos maiores romancistas norte-americanos — embora tenha nascido no Canadá — do século XX, prêmio Nobel em 1976. Bellow ajudou Kennedy a “ir direto ao ponto”, cortando os excessos e dando confiança ao autor do Ciclo de Albany.
           
A série de romances, sete até o momento, conta a história da família Phelan, imigrantes irlandeses, na cidadezinha de Nova Iorque. Segundo Kennedy, as inspirações para o famoso Ciclo são variadas, passando pela família Glass de J. D. Salinger, pelas histórias de Faulkner e James Joyce, além da Comédia Humana de Balzac, em que os personagens transitam por diferentes romances.
           
A editora Cosac & Naify se encarrega de lançar as obras de William Kennedy no país. O livro mais recente a aportar por aqui é “O Grande Jogo de Billy Phelan”, cuja trama se relaciona com a máquina política de Albany nos anos 30. Os leitores também podem encontrar edições da Companhia das Letras, como “Ossos Antigos” (Very Old Bones, que vem sendo chamado nos jornais de Velhos Esqueletos) e “O Livro de Daniel Quinn”.


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POR EM 06/07/2010 ÀS 04:11 PM

Moça com Chapéu de Palha

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Moça com Chapéu de Palha“Moça com Chapéu de Palha” (2009) é uma narrativa original, sem a necessidade, o compromisso com a originalidade. O novo, inclusive, presente no senso de originalidade, não é o que move o sentimento de pertença que integra a prática textual dos ficcionistas contemporaníssimos brasileiros; tal prática mostra-se por demais nuançada, sem nos transmitir, por isso, ideias do seu conjunto, na medida das suas gerações.

O último romance de Menalton Braff lembra-nos, se quisermos compará-lo para melhor compreendê-lo na sua estrutura narrativa, “Um Sopro de Vida, Pulsações” (1978), último romance de Clarice Lispector. No romance de Braff pulsa a vitalidade, erotizada; no de Clarice, no romance informe de Clarice, pulsa a morte. O comparável, o homólogo entre as duas narrativas em questão, está no modo como ambas espelham o seu processo criativo, ficcional: no estabelecimento da forma literária das obras, da sua invenção, por meio da autoconsciência da sua enunciação, enunciada em meio à construção da figura de seu narrrador-personagem/autor. Metaficções puras. Acontece que Menalton, diferentemente de Clarice (de quem me distancio agora), mostrou-se sempre atento para a representação do que é socialmente sensível, quer do ponto de vista da vida no interior de um homem ou de uma mulher, ou de uma família, quer do interior da vida em sociedade. Seus romances, acredito, parecem-me mais afeitos aos dramas sociais, do homem e da mulher em sociedade; os seus contos prendem-se mais à vida da mulher e do homem nas suas vidas familiares e mostram-se bem comportados a partir do seu foco narrativo, com histórias, para mim inigualáveis, como “Adeus, meu pai”, em “À Sombra do Cipreste” (1999) e “Os sapatos de meu pai”, de “A Coleira no Pescoço” (2007).


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POR EM 06/07/2010 ÀS 03:49 PM

Os Malaquias

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Os MalaquiasPara quem conhece Andréa del Fuego, escritora nascida em São Paulo mas quase mineira, com um olho de cada cor e as mãos encharcadas de palavras, sabe de seu trabalho visceral e divergente na literatura contemporânea. Na via principal da escrita há quase sete anos, Andréa se tornou a mãe dos minicontos, começando nessa escrita aparentemente fácil, mas que em poucas linhas, ou numa linha só, revela e esconde, mostra-se rasa no tamanho, mas profunda na possibilidade quase absurda de muitos sentidos. O que sua literatura traz, antes de qualquer coisa, é mais do que o palco à mostra, as cortinas descerradas e os atores curvando-se para a ovação; ela traz o que o espectador de alma observadora consegue absorver do urdimento, das pateras, da ribalta, do proscênio. O conjunto nunca é objetivo, e por isso torna-se mais encantador.

Depois de publicar quatro livros de contos e minicontos, um de crônicas e dois romances, um juvenil e outro infantil, Andréa fugiu dos atalhos e se enredou na trilha tortuosa e às vezes íngreme que pode ser o romance adulto, sempre de maior peso, de tempo mais largo e que pede concentração e foco redobrados. “Os Malaquias” (Língua Geral, 272 páginas) veio como prato de entrada e dependendo de leitura e leitor, pode satisfazer todo o jantar e dispensar o resto, inclusive bebida, garçom e bons modos à mesa onde nossos olhos derramam nos 73 capítulos: curtos como já é marca da escritora, mas longos na representação literária, na simbologia linguistica e acima de tudo na qualidade.


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POR EM 29/06/2010 ÀS 04:14 PM

Ian McEwan diz que terrorismo tem a ver com falta de imaginação

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Ian McEwanComo definir Ian McEwan, possivelmente o maior escritor inglês vivo? Julian Barnes e Martins Amis são muito bons, mas nenhum de seus livros pode ser comparado ao esplêndido romance “Reparação” (Companhia das Letras, 448 páginas, tradução de Paulo Henriques Britto). Se levasse espiritismo a sério, diria que McEwan é a reencarnação de Henry James. “Reparação”, com sua ambiguidade literalmente à flor da pele, é um romance de James parido por McEwan. Como o americano, o britânico não diz as coisas às claras, conta-as aos poucos, às migalhas, e mesmo assim o quadro nunca parece completo, à semelhança da prosa do autor de “As Asas da Pomba”. Não que a literatura de McEwan seja complicada, mas exige um leitor minimamente instruído, que queira participar do jogo literário e que tenha interesse em formar seus próprios quadros mentais e estéticos, sem excluir os postulados pelo autor. O prosador às vezes se torna crítico especialíssimo, admirador de, entre outros, John Updike. Nos seus romances saborosos, em que o sexo é dominante, como pedaço da vida e não apenas escândalo, Updike reconstruiu meticulosamente a mentalidade da classe média americana. Ele tinha um quê de sociólogo e psicólogo, potencializado por sua imaginação literária. No livro “Conversas Entre Escritores — As Entrevistas da Believer” (Arte & Letra, 315 páginas, tradução de Irinêo Netto, Miguel Nicolau Abib Neto e Ernesto Klüpel), McEwan é entrevistado pela escritora Zadie Smith. “Believer” é uma revista literária norte-americana. 


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POR EM 17/06/2010 ÀS 09:15 PM

Cubana lança livro-vingança

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Nunca Fui Primeira-DamaO Brasil tem Fernanda Young, reserva de Paulo Coelho. Cuba tem Wendy Guerra, igualmente performática, mas talentosa. “Nunca Fui Primeira-Dama” é um romance-vingador. A Involução de Fidel Castro destruiu a família da autora e, por isso, Wendy ataca a ditadura castradora. Batalha estética corrosiva.

A surpreendente Wendy, de 40 anos, é uma mulher mignon, mas de muita coragem. Seus livros não podem ser lidos pelos cubanos, pois a dinastia Castro os pôs no índex (e depois a esquerda fala mal da Inquisição). “Nunca Fui Primeira-Dama” (Benvirá, 255 páginas, tradução de Josely Vianna Baptista) é muito bem escrito, uma delícia, mas conta uma história tristíssima. A história é verdadeira, mas o recurso à imaginação literária é que a torna mais interessante e poderosa.

Wendy conta o drama de Nadia Guerra, alter ego da autora, e Albis Torres. Albis, a mãe de Wendy, reuniu material para escrever um romance biográfico de Celia Sánchez, a ex-mulher não-oficial de Fidel Castrador (opa, Castro). Não deu pé. Albis perdeu o emprego e teve de sair do país. Mais: chegou-se a divulgar que teria disputado Celia Sánchez com o próprio garanhão-mor do país. A quase-primeira-dama seria bissexual. Como Albis não pôde escrever o romance, ou biografia, sobre a supostamente injustiçada Celia Sánchez, Wendy decidiu escrevê-lo, e o fez muito bem. Com talento e muito tutano.


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POR EM 16/06/2010 ÀS 06:04 PM

Uma grande biografia de T. S. Eliot

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T. S. EliotLeio a magnífica biografia “” (Fondo de Cultura Económica, 377 páginas, tradução de Tedi López Mills), de Peter Ackroyd. O corpo das letras, muito miúdo, atrapalha mais do que a língua espanhola. Mas a riqueza de informações reunidas pelo autor apazigua, em parte, o nosso desejo de conhecer o “americano tranquilo”, revolucionário como poeta e conservador como homem.

Ackroyd conta a fabulosa história de um avô de Eliot, William Greenleaf Eliot. Embora fosse um homem frágil fisicamente, William construiu uma igreja, unitarista, fundou três escolas, uma universidade, um fundo de assistência para indigentes e uma comissão sanitária.

Grandemente influenciado pelo avô, Eliot disse que William governava, mesmo da tumba, a vida do filho e a dos filhos do filho. “Eliot sempre esteve possuído pelos mortos e esta possessão foi algo que aprendeu a sentir desde muito jovem”, escreve Ackroyd. Mais tarde, Eliot rompeu com a religião do avô e se tornou católico fervoroso, mas não rompeu com a história da família — oriunda da Inglaterra e, segundo sua mãe, também da França. O cultor de Eliot está acostumado com sua poesia refinada e complexa, mas há outro Eliot, igualmente sofisticado, mas menos complicado. “Os Gatos” (Companhia das Letras, 112 páginas) é uma pequena obra-prima, deliciosa e extremamente bem-humorada, com tradução precisa e inventiva de Ivo Barroso. O livro havia sido publicado pela Editora Nórdica, com a mesma tradução, há mais de dez anos. Tem sido apresentado como infanto-juvenil. É parcialmente verdadeiro, pois os poemas podem ser compreendidos por crianças e adolescentes — foram escritos para crianças (tanto que usa, e bem, jogos de palavras, brincadeiras) —, mas tenho a impressão que agrada muito mais aos adultos. Trata-se de uma edição bilíngue.


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